Começando pelos elefantes, que levam surras diárias, como parte do treinamento, e ficam acorrentados o tempo inteiro, mexendo a cabeça constantemente (parece "fofo" ver essa cena quando vamos ao circo, mas pouca gente sabe que esse comportamento é uma das características da neurose de cativeiro). Também sofrem de problemas nas patas por falta de exercício, pois na natureza costumam andar dezenas de kilômetros diariamente.
Esta é Madú e seu treinador (Circo Di Nápoli) - flagrado num ato de coragem , puxando a língua do animal:

Outras fotos de Madú:
Madú, um elefante traumatizado, que passou pelo Circo Di Nápoli e pelo Circo Beto Carrero, que matou dois tratadores e quase foi retirada dos donos, agora esta morta.
Só assim conseguiu se livrar da vida de circo - que para os animais significa: aprisionamento em jaulas e correntes, treinamento a base de pancadas, privação de comida e choques elétricos.
Mais elefantes de circo:
O animal na foto acima foi morto pela polícia após matar o treinador e escapar do circo. Acontecimento registrado por cinegrafista amador: www.animaisdecirco.org/videos.html
Assim como os elefantes, os grandes felinos também são dominados pela dor. Muitos têm suas garras arrancadas e as presas extraídas ou serradas (que podem resultar em infecções, já que isso é feito da maneira mais prática possível, sem qualquer cuidado e higiene).
De acordo com Henry Ringling North, em seu livro "The Circus Kings", os grandes felinos são acorrentados a seus pedestais e as cordas são enroladas em suas gargantas para que tenham a sensação de estarem sendo sufocados.
Há, também, casos de circos que compram, roubam ou recolhem cães e gatos para alimentar seus animais.
O caso dos chimpanzés não deixa de ser tão cruel quanto os já citados acima. Assim como os demais animais, apanham para obedecer e acabam sendo domados pelo medo.
Os chimpanzés possuem comportamento igual ao de crianças que sofrem abusos. Roer unhas e auto-mutilação são comportamentos freqüentemente encontrados em macacos cativos.

(As fotos do chimpanzé foram publicadas na Revista SuperInteressante)
Por último, deixo para falar sobre os ursos. O caso dele é o que mais me comove. Acho que deve ser pelo fato de, quando criança, achar que o animal estava se divertindo, quando, na verdade, ele estava apavorado.
Você provavelmente já foi a circos e viu aquela apresentação onde vestem o urso todo bonitinho e ele começa a dançar. Sabe por que ele "dança"? Porque são obrigados a pisar em chapas de metal incandescente, ao som de uma determinada música, para quando entrarem no picadeiro e ouvirem a mesma música do "treinamento", lembrarem da dor e começarem a se movimentar, fazendo com que o público pense que estão dançando.
Vale mencionar que, antes do treinamento para aprenderem a "dançar", eles têm duas de suas patas queimadas para aprenderem a ficar em pé (como não conseguem se apoiar nas que estão doendo, são obrigados a permanecer apoiados nas outras duas)
Não se deixe enganar!! Todos os animais de circo estão sujeitos aos clássicos instrumentos de "treinamento" (choques elétricos, chicotadas, pancadas, privação de água e comida), são mantidos sem as mínimas condições de higiene, sujeito à diversas doenças, em jaulas minúsculas, não têm assistência veterinária adequada, são privados de levar uma vida normal em seu habitat natural, são obrigados a suportar mudanças climáticas bruscas, viajam milhares de kilômetros sem descanso, etc.
Quero deixar claro que não somos contra circos; desde que não apresentem espetáculos com animais. Há muitos circos ótimos pelo mundo que não precisam de animais para ter sucesso (ex: Cirque du Soleil).
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