Matéria do "Estadão" sobre Castrações Gratuitas em São Paulo
Em virtude da reportagem veiculada na edição do jornal o Estado de São Paulo deste Domingo (03/06/2007), matéria que denuncia que “o que parece ser uma confusão cadastral encobre uma suspeita da fraude aos cofres públicos no Programa de Saúde Animal”, retiramos o nosso apoio à qualquer manifestação reivindicatória de verbas para castração, NESTE MOMENTO, junto à Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo. Com esta atitude, não é nossa intenção, em hipótese alguma, colocar em cheque a idoneidade das cinco ONG’s credenciadas pela Prefeitura, mas enquanto o assunto não for amplamente debatido e esclarecido, nos reservamos o direito de buscar respostas às questões aventadas e soluções aos problemas apontados. Ou seja, não podemos endossar a manutenção do “status quo”, mas também precisamos da urgente ampliação e dinamização da castração gratuita na Cidade de São Paulo.
Várias perguntas precisam ser respondidas antes de entregarmos qualquer documento reivindicatório ao Executivo:
- O que é preciso fazer para melhorarmos o serviço de castração gratuita na Cidade de São Paulo?
- Você está contente com o atual modelo de trabalho?
- Como a culpa de possíveis fraudes é das “cachorreiras”, se é a ONG que encaminha os formulários preenchidos à Prefeitura para justificar as verbas?
- A própria presidente de uma ONG credenciada para buscar participação no programa em 2008 diz que o “sistema é passível de fraude” e que “é fácil se você quiser fraudar inventando nome de proprietários e procedimentos em animais”. Então, o que fazer? Onde está a fiscalização do CCZ e da COVISA?
- Quais os quesitos para a ONG ser credenciada? Dentre eles, não deveria haver a exigência de, pelo menos, uma sede? Estranho uma ONG que atende apenas por um celular e que funciona numa casa de família. Na matéria jornalística em questão, há referência da fundação de uma ONG por cinco amigas, entidade que está esperando receber verba para castração. Não deveriam ser observados itens como tempo de existência da ONG, serviços já prestados à comunidade, e outros?
Gostaríamos que a comunidade protecionista nos escrevesse, apresentando comentários e idéias. E, se necessário e se existirem, nos encaminhando também reclamações ou denúncias.
JOSÉ JANTÁLIA
Chefe de Gabinete - Vereador Aurélio Miguel
E.T.: E viva as “cachorreiras” (e os “cachorreiros”) do nosso Brasil varonil: vocês são a verdadeira força da proteção animal!!!
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