Marcelo Pedroso
Direto de Taubaté
A Justiça de Taubaté (SP) determinou, nesta terça-feira, ao estudante de Direito Gilierme Lobato Ribas de Abreu, 26 anos, o pagamento de R$ 200 em fraldas geriátricas para a Casa São Francisco do Idoso como multa por maus tratos cometidos contra a gata Chiquinha, em novembro do ano passado.
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Abreu teria arremessado a gata contra a parede na manhã do dia 2 de novembro de 2006 quando chegava a sua casa, na rua Emília, no bairro da Gurilândia.
A decisão foi tomada pelo juiz Eduardo Isamu Sugino em audiência realizada no dia 24 de setembro deste ano, 11 meses após a ocorrência. O estudante deverá pagar o valor em duas parcelas.
Os proprietários do animal buscaram, na época, apoio da Sociedade Protetora dos Animais de Taubaté (Spat) e elaboraram um Boletim de Ocorrência de maus tratos.
"Ela (Chiquinha) ficava do lado de fora da casa dele (Abreu) e não entrava porque tem dois pitbulls lá dentro. Hoje ela está aleijada, anda mancando", disse o vendedor Waldir Augusto Nascimento, 37 anos, proprietário da gata.
Segundo Nascimento, a gata está com ele há três anos, desde que foi abandonada pela dona anterior.
IndenizaçãoA assessoria jurídica da Spat considera o valor da multa muito baixo e vai pedir à Justiça o ressarcimento das despesas dos proprietários com clínicas veterinárias, no valor de cerca de R$ 1.500.
"A radiografias mostram que o animal teve duas patas quebradas e teve que colocar pinos. Os proprietários continuam indignados com essa decisão e vamos pedir o ressarcimento das despesas médicas", disse a assessora jurídica da Spat, Andréia Alves dos Santos.
Segundo Andréia, Chiquinha estaria na frente da casa do estudante porque foi ali onde ela morou até ser abandonada pela dona anterior. A casa foi alugada posteriormente pela família de Abreu.
"Ele pegou o gato, rodou e o lançou contra a parede. Sorte que um casal estava passando pela rua e evitou que o rapaz pisasse em cima do animal", disse Andréia.
A assessora da ONG disse que não entende o motivo da demora de 11 meses para a definição do caso. "No dia 26 de fevereiro de 2007, o promotor pediu a folha de antecedentes do acusado. O ofício foi reiterado em maio e o documento só chegou no dia 6 de julho".
O estudante de Direito foi procurado mas não quis comentar o assunto.