Brasileiros que moram ou moraram na Inglaterra dizem que naquele País não se vê um cão abandonada ou passeando sozinho pelas ruas. Para comprar e manter um animal em casa, o morador depende de uma autorização do governo. O bicho tem uma espécie de registro de nascimento e se for encontrado abandonado o dono é punido e pode ser preso. É o que deveria acontecer4 no Brasil. 
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SAAU
Ainda sem proteção, protetora dos animais
Todo mundo conhece a historia da professora Iracema e seus cachorros, porém sociedade ainda continua virando as costas e ela lamenta muito o descaso
Umuarama
Da Redação
Com uma historia que merecia uma biografia, a presidente da Sociedade de Amparo aos Animais de Umuarama (Saau), Iracema Prado Drumont, 68anos, continua passando pelas mesmas dificuldades de quando decidiu ajudar a sociedade umuaramense acolhendo os animais ditos sem "donos". Mesmo com apoio de algumas pessoas da cidade a Saau precisa de ajuda, pois o que recebe ainda é pouco para cuidar dos 500 cachorros, 300 gatos e dois eqüinos que moram no canil.
Com a despensa de alimentos e remédio quase vazia, a professora Iracema e mais uma funcionária se desdobram para cuidar dos animais abandonados. Apesar dos animais estarem "gordinhos", como a professora ressalta, a visão do local é desoladora. "Recebemos ajuda de algumas pessoas, mas é pouco, temos que nos desdobrar para conseguir comida e remédios para os animais. Todos os dias, os animais consomem dois tambores de 100 litros de comida, além de ração", ressalta Iracema.
Um dos problemas apontados pela presidente da Saau é o descaso dos donos de animais que se desfazem do bicho como se fosse um brinquedo inútil. "Se cada um fizer sua parte, a Saau poderia ter um número menor de animais. Quando se adota um animal tem que ter a responsabilidade de cuidar e zelar, pois eles não são brinquedos, que quando enjoa joga fora, são seres vivos", esbraveja Iracema.
Outra situação que gera indignação em quem for visitar o canil é a dos cavalos. A professora sai com seu Fusca em busca de capim para os animais e quando acha lota o automóvel para dar de alimento aos bichos. "Tem vez que vou até a saída para Xambrê em busca de capim napiê para alimentar os dois cavalos que temos aqui. Se o terreno ao lado do canil fosse passado a máquina eu mesmo plantaria esse capim", lembra Iracema.
Um trabalho de suma importância para a cidade e não é valorizado, o que seria de Umuarama sem o trabalho da professora aposentada. Teríamos mais de 800 animais nas ruas, pois no canil eles não ficam nas ruas se reproduzindo, transmitindo doenças e fazendo bagunça. A Saau sempre realiza promoções para angariar dinheiro. No próximo dia 5, deve realizar uma promoção no Country Club de Umuarama. O dinheiro recebido dessa promoção será para pagar salário, 13º salário e férias da funcionária que ajuda Iracema.
Administração pública queria fazer mais
Segundo o secretário de gabinete, Paulo César Leite da Silva a prefeitura ajuda a Saau com energia elétrica, fornecimento de água e lenha, porém o último serviço precisa ser melhorado, lembrou o secretário. Paulo César reconhece o serviço louvável da associação e ressaltou que é de suma importância para o município e que a administração gostaria de ajudar mais, porém esbarra na dificuldade financeira. "Não estamos indiferente ao trabalho da Saau, estamos tentando e gostaríamos de ajudar mais, mas esbarramos em algumas dificuldades entre burocráticas e financeiras", disse o secretário, que também ressaltou que cuidar dos animais e responsabilidade de todos da sociedade.
Como funciona na Inglaterra
Brasileiros que moram ou moraram na Inglaterra dizem que naquele País não se vê um cão abandonada ou passeando sozinho pelas ruas. Para comprar e manter um animal em casa, o morador depende de uma autorização do governo. O bicho tem uma espécie de registro de nascimento e se for encontrado abandonado o dono é punido e pode ser preso. É o que deveria acontecer no Brasil.
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Tu sabes,
Conheces melhor do que eu
a velha história.
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
Parte do poema: "No Caminho com Maiakovski" de
Eduardo Alves da Costa