Campanha Ensino Responsável: Participe! 07/03/2008 - 08h16min

Uso prejudicial de animais no ensino e sua substituição por métodos alternativos
Em diversas faculdades de medicina, ainda é comum usar animais durante as aulas. Porém, no mundo todo, cada vez mais faculdades estão substituindo esse uso por outros métodos de ensino. Esta campanha solicita a atenção de todos para este problema, reivindicando a completa substituição do uso de animais.
Usar animais envolve diversos problemas, científicos e também éticos. Os organismos de animais e humanos são diferentes em muitos aspectos, de modo que as informações obtidas com um animal dificilmente se aplicam a nós. Durante as aulas, o uso de animais causa distrações e ansiedade nos estudantes, e já se fez pesquisas revelando que muitos usariam outros recursos, se isto lhes fosse permitido. Ao mesmo tempo, sempre se causa estresse e sofrimento aos animais, desde a simples manipulação até os procedimentos cirúrgicos, nos quais muitas vezes a aplicação de anestesia é incorreta ou insuficiente para evitar a dor.
Os métodos alternativos são variados e garantem uma excelente qualidade de ensino. Vídeos interativos, simulações de computador, bonecos que imitam o organismo humano, acompanhamento de pacientes, observação de cirurgias e intervenções cuidadosas supervisionadas por professores são os principais recursos. Uma vez que existem e são eficazes, é dever das faculdades usá-los, em favor do progresso no ensino, do respeito aos estudantes e de um mínimo de cuidado ético com os animais.
O problema em Santa Catarina
Em nosso estado, diversas faculdades de medicina persistem no uso de animais. Duas delas são a da UFSC e a da UNISUL.
A UFSC usa diversas espécies de animais, inclusive cães da raça beagle. A UNISUL, além de usar cães, no campus de Tubarão, também usar coelhos e ratos, no campus de Grande Florianópolis. Estes animais são usados em aulas de técnica operatória.
Nestas faculdades, a diretoria e os professores levam os alunos a crer que é indispensável usar animais. Mas a verdade é que esta prática só continua por hábito, e não por qualquer necessidade do ensino.
Objeção de consciência: um direito dos estudantes
Diz a Constituição Federal, art. 5°, inciso VIII: "Ninguém será privado de direitos por motivos de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei".
Todos os estudantes têm direito à educação. Estudantes que se opõem a usar animais no ensino não podem ser forçados a isso, só porque este uso faz parte da política de alguma faculdade. Uma vez que os métodos alternativos existem, toda instituição tem o dever de oferecê-los aos alunos.
E para terminar...
Embora esta campanha se refira às faculdades de medicina, também é comum usar-se animais em faculdades de biologia, veterinária, farmacologia etc – e em todas, a substituição por outros métodos é possível e urgente.
Nesta campanha, defendemos a substituição do uso prejudicial de animais no ensino, com o argumento de que tal uso é totalmente desnecessário. Entretanto, não podemos concluir esta mensagem sem fazer uma pergunta: será que usar animais em qualquer hipótese é correto? Pertencemos a espécies diferentes, mas eles têm os seus próprios interesses, assim como temos os nossos. Se condenamos a exploração dos humanos mais fracos em qualquer hipótese, devíamos condenar a exploração dos animais também, independentemente dos benefícios que nos oferece. Esta é a proposta dos direitos animais.
Conheça a InterNICHE, rede mundial de profissionais e estudantes de ciências biomédicas dedicados ao progresso no ensino – www.internichebrasil.org
Leia alguns textos, em tradução para a língua portuguesa, do advogado e proponente dos direitos animais Gary Francione:
http://www.gato-negro.org/content/blogsection/7/48/
Adquira os livros –
Jaulas vazias: encarando o desafio dos direitos dos animais – nas livrarias
Ética e experimentação animal: fundamentos abolicionistas – nas livrarias
Alternativas ao uso de animais vivos na educação – www.institutoninarosa.org.br
Faça seu protesto para que estas universidades cessem o uso de animais e adotem métodos alternativos de ensino:
UNISUL – reitor@unisul.br / UFSC – gabinete@reitoria.ufsc.br
UNIVALI – reitoria@univali.br / UDESC - reitor@udesc.br
Campanha Ensino Responsável: cpdanimal@gmail.com
CPDA - Comitê para Pesquisa, Divulgação e Defesa dos Direitos Animais
Fonte: COMITÊ PESQUISA DIVULGAÇÃO E D Contato (cpdanimal@gmail.com) |