Mantinha muitos pássaros em clausura
Devidamente presos em gaiolas
Pagava tal "prazer" com esmolas
Rações de alpiste, frutas e verduras
Canoras vozes para o humano ouvido
Que não distingue nelas o lamento
No cativeiro cantam o sofrimento
Tal como chora um coração ferido
Atentai nas asas esvoaçantes
Contra as grades batendo, delirantes
Na ânsia por um céu que as convida
Deixai-as ir ao gozo dos espaços
A natureza acolhe-as em seus braços
E juntas cantam em louvor à vida
"Os animais dividem conosco o privilégio de terem uma alma. " - Pythagoras